Diário sobre a experiência

Posso dizer que foi a minha segunda experiência em montanha. Há alguns anos estive nas Agulhas Negras, junto com amigos e Prateleiras, durante uma corrida de aventura que participei. Depois disso, apenas a minha tentativa frustrada de fazer a Serra Fina ano passado.

Desta vez estava bastante seguro, bem treinado, magro, pernas fortes e encarando o Pico dos Marins como um ótimo treino para o que ainda virá pela frente: Travessia da Serra Fina, Base Camp Everest, Aconcagua e outros projetos.

Fui com a amiga Patrícia Linguer, atleta conheci na corrida de aventura há muitos anos atrás. A Patrícia já foi guia de montanha, também no Marins e a convidei para ir comigo.

Partimos de São Paulo na sexta feira, dormimos em Lorena, na casa de um médico amigo dela. Bastante cedo, já estávamos estacionando o carro na base da montanha e iniciando o Trekking.

Nada para se alongar, apenas aquilo que muitos já conhecem ou o que todos deviam conhecer. Paz, vento, rochas, animais, flora peculiar e pessoas subindo rumo ao topo.

Já chegando no cume, últimos metros, dou de cara com uma figura sentada em uma rocha, de óculos escuros, dizendo algo assim: ” até os 50 você chega”! Sim, lá estava ele, meu amigo carinhosamente apelidado de Lebô, que havia me reconhecido e fez uma pequena piada, traçando um paralelo ao nome do meu projeto pessoal.

Depois de abraços, de sinalizar no SPOT a conquista do meu objetivo, ele me disse que estava guiando um grupo, junto com o diretor da empresa PÉ NO MUNDO ADVENTURE, o Silvio Alves Junior.

Por sorte encontramos com ele, pois o lugar já estava quase 100% ocupado com barracas sendo montadas e gentilmente o Lêbo, nos cedeu um lugar que havia marcado ou “reservado”. Depois da montagem da tenda e organização de tudo, começou a sessão fotos e captura de imagens brutas, para o vídeo que está sendo editado, contando e mostrando esta subida.

Como é bacana esse lance de estar com pessoas que você nunca viu, em uma pequena metragem quadrada, e em poucas horas já está todo mundo se conhecendo e batendo papo!

O sol se pôs, o frio veio, mas não muito forte, mas o suficiente para me convencer a fazer a janta, comer, escovar os dentes e deitar.

Na madrugada, ainda escuro, perto da hora do nascer do sol, achava que estava sonhando com o Caetano Veloso me chamando do lado de fora, mas não, era mais uma vez o “palhaço” Lebô, o meu amigo citado acima, que imita muito bem este famoso cantor, me acordando para não perder os primeiros raios de sol. Minha primeira resposta foi: “me esquece!”, mas depois de refletir e pensar, conclui que não teria outra oportunidade para viver aquilo,e levantei… Um “sofrimento” justificável. Peguei a máquina fotográfica, sai da barraca, tão aflito que nem luva eu peguei.

Ppor não ser um fotógrafo ou entender o mínimo de técnicas fotográficas, não consegui trazer para a imagem, o que de fato presenciei por lá! O que que foi aquilo!!!??? Nuvens bem abaixo de onde estávamos, o laranja intenso surgindo atrás da Serra Fina, que podia ser visto de onde eu estava. Era tudo incrivelmente bonito, que até suportei as dores nas mãos, por conta do frio, preço pago pela pressa ao sair da barraca, mas que as dores sejam superadas, afinal, quem é que consegue tirar o olho daquele visual para ir buscar luvas!!??

Bom, daí para frente foi café da manhã, despedidas, troca de telefones e e-mails, convites para fazermos coisas juntos, e lá fomos nós para a descida.

Ela foi bem mais fácil, pois o peso da mochila já estava reduzido, e descer é realmente mais fácil, mas tinha que ficar atento ao joelho, parte do corpo que mais sofre neste momento e os meus já parecem um “fusca velho”. Os pés sofreram bastante, tenho uma ótima bota, mas as meias, mesmo sendo apropriadas, já tinham aí seus 7 ou 8 anos de uso e com isso já não fizeram o trabalho da maneira correta. Bolhas e mais um sinal de que tenho que acertar alguns detalhes para as próximas aventuras, para os próximos desafios e destinos do projeto Até 50.

Estou bastante feliz com as conquistas dos meus desejos. Foi o Ironman no início do ano, agora o Marins. O que vem pela frente, será cada vezmais arriscado. Everest, Aconcagua, Travessia solitária a remo entre o Brasil e Uruguai e etc, mas além de estar na montanha, no Marins, testar mochilas, condicionamento físico e etc, pude me familiarizar com os meus novos equipamentos de rastreamento e segurança. Com meu localizador GEN3, pude gravar minha experiência, sentir-me seguro e gerar entretenimento para os que me seguiam em tempo real. Com o meu SPOT Phone, telefone via satélite, pude telefonar para a minha equipe em São Paulo e gravar o diário de voz, disponível no meu site www.joaocastroate50.co.br .

Estou muito feliz e deixo aqui o meu agradecimento ao suporte da SPOT e aos que me apoiam e treinam, que são: Rosana Merino, Samir Barel, Elo Academia e CETF.

Que venha a próxima!

#até50

Minhas fotos do Pico dos Marins

PICO DOS MARINS

Diário de vóz gravado diretamente do local

Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>